05 agosto, 2010

Sobre como morar sozinho deve ser perigoso

Estou ha algumas semanas ajeitando a casa nova pra, finalmente, deixar de mala e cuia e cachorras a casa da minha mãe rumo a esta nova empreitada na vida.

Como se não bastasse o medão de não dar conta sozinha de uma casa, afinal, nunca fiz isso antes, agora passei a temer pela minha vida... e de quebra a das doguinhas que estão única e exclusivamente sob minha responsabilidade.

Que eu sou uma atrapalhada não é segredo pra ninguém, mas ontem eu pude comprovar que isso ainda vai me causar problemas quando, ao descer de uma escadinha de três degraus, torci o ternozelo. Doeu, inchou um pouco, mas nada que não tenha acontecido antes não fosse o fato de eu me lembrar que tinha que voltar para a casa da minha mãe - de metrô.

O caminho consiste em pegar todas as linhas de metrô de São Paulo, chegar a um terminal urbano e pegar um ônibus rumo à São Caetano, onde estou passando as noites. Ou seja, com o pé doendo ia ficar um tanto complicada esta tarefa, mesmo depois da compressa de gelo.

Foi aí que me lembrei das palavras queridas dos amigos e parentes: "se precisar LIGA!" êba... alguém me salvaria naquele momento. Consegui pensar em 6 pessoas que poderiam me ajudar. Meu pai estava sem os carros, meu irmão estava longe e indo para a faculdade, ambos meus afilhados estavam sem carro, uma das amigas eu, cabeçuda, não tinha o telefone em mãos e a última pessoa que eu liguei retornaria minha ligação assim que acabasse um compromisso e estou esperando o retorno ATÉ AGOOORA.

Pensei: "Ferrou. Como eu vou pra casa agora?" Me ocorreu pegar um táxi, mas na hora do rush gastaria uma fortuna e corria o risco de ouvir Luan Santana no rádio do cara, então descartei. 

Depois de dois ou três minutos de reflexão e o pé completamente gelado por causa da compressa resolvi que precisava me virar sozinha porque era assim que tinha que ser daqui por diante: cacei um blister de Dorflex na bolsa e tomei não um, mas TRÊS deles pra garantir que a dor não me incomodasse. Passei na farmácia e ainda comprei um antiinflamatório pra completar o coquetel e voltei pra São Caetano sem dor. Bêbada, mas sem dor.

Com isso comcluí que se eu estivesse morrendo, não conseguiria avisar ninguém e quem é que me salvaria =S... Essa história de cuidar do jardim tá ótima, mas preciso ficar longe das ferramentas pontiagudas.

Hoje inventei de ir pegar umas coisas na casa da Tabata (aliás, amei o esmalte que ela me deu e os carimbos pra unha que me emprestou, depois posto fotinho) e como ela mora no segundo andar, subi de escadas. O resultado é que o tornozelo voltou a dizer que tem algo errado com ele =S.

Vou alí me viciar em analgésicos e volto mais tarde!!!

Um comentário:

Caroline disse...

Delícia ler o seu blog!
E vai na fé que vai dar tudo certo. Qualquer coisa Marcelo e eu somos quase seus vizinhos, pode ligar!

Beijosssssssss